Sindimed pede providências à Sesab, MPE e Cremeb contra a superlotação em maternidades

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Após a constatação de muita dificuldade no atendimento em quatro maternidades públicas, o vice-presidente do Sindimed, Luiz Américo Câmara, fez um relatório no qual pede providências ao Ministério Público do Estado da Bahia, Conselho Regional de Medicina e Secretaria da Saúde do Estado. A visita ocorreu no último dia 8 no Iperba, Tsylla Balbino além das maternidades do Hospital Geral Roberto Santos e Professor José Maria de Magalhães Neto.

São problemas diversos, que se repetem mês a mês, notadamente a superlotação, como foi visto no Iperba (em Brotas) onde por volta das 16h ainda estavam sendo atendidas pacientes admitidas naquela unidade às 10h. Naquele momento, cerca de 20 mulheres ainda estavam em espera de auxílio médico. Na mesma visita, foram verificados casos de hemorragia pós-parto e taquicardia fetal, problemas que põem em risco a vida de mães e seus recém-nascidos e nem sempre recebem assistência satisfatória.

Já na maternidade do Hospital Geral Roberto Santos (no Cabula), constatou-se a falta de vagas na Neonatologia, o que levou a direção a restringir o atendimento, prejudicando inclusive duas pacientes com indicação de interrupção da gestação, por má formação fetal. Por fim, um recém nascido de 35 semanas foi submetido ao CPAP (sigla que define o aparelho Continuous Positive Airway Pressure, usado quando o bebê necessita de uma pequena ajuda para respirar).

Déficit de pessoal

A sala de espera da Tsylla Balbino (na Baixa de Quintas) também estava lotada no momento da visita. Havia 11 pacientes no pós-parto, muitas das quais acomodadas em cadeiras. A Ucin (unidade de neonatologia) estava lotada num dia em que a escala de trabalho contava somente com duas auxiliares de sala, o que diminuiu o número de partos. Chamou atenção o relato de uma gestante que passou pelo Hospital João Batista Caribé (no Subúrbio) e Iperba, ambos superlotadas, até procurar a Tsylla Balbino.

Por fim, a superlotação também foi verificada na Maternidade Professor José Maria de Magalhães Netto (no bairro do Pau Miúdo), onde 20 pacientes que haviam dado à luz recentemente estavam acomodadas no Centro Obstétrico, por falta de vagas no alojamento conjunto. Estes e outros problemas nas unidades de saúde do governo do estado são uma constante no dia a dia das equipes de saúde e um tormento para quem busca auxílio médico.

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